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Negócios de impacto social oferecem grandes oportunidades, diz diretora do Sebrae

Negócios de impacto social oferecem grandes oportunidades, diz diretora do Sebrae

São Paulo - A diretora-técnica do Sebrae, Heloisa Menezes  afirmou, nessa quarta-feira (3), que os negócios de impacto social podem contribuir para a redução das desigualdades existentes no país. Ela lembrou que esses negócios não podem ser vistos somente como um nicho de mercado e, por isso, devem ganhar uma abordagem transversal. “O tamanho do desafio é enorme. É um tema que envolve empreendedorismo, inovação, investimento e crédito, penetrando em vários setores”, destacou.

Heloisa Menezes participou do Fórum de Finanças Sociais e de Impacto - Investir para Transformar, em São Paulo. Para a diretora, os negócios de impacto social oferecem um grande campo de oportunidades de atuação, sobretudo pela riqueza e complexidade dos instrumentos que são necessários para esse tipo de empreendimento alcance sucesso.

O painel Negócios de Impacto: criando oportunidades para a população da base da pirâmide contou com a presença da diretora-técnica e ainda de Matheus Cardoso (Moradigna), Maurício Prado (Plano CDE) e teve a moderação de Lina Useche (Aliança Empreendedora). Durante o debate, Heloisa Menezes destacou que o Sebrae tem que adotar estratégias diferentes quanto se tratam de negócios de impacto social e de empreendimentos desenvolvidos pelos moradores que estão na base da pirâmide e decidem empreender localmente. No segundo caso - em empreendimentos muitas vezes localizado na própria residência -, o trabalho do Sebrae está mais focado na questão da capacitação dos empreendedores.

Heloisa lembrou ainda que há medidas desenvolvidas e apoiadas pelo Sebrae que podem atrair investimentos para negócios de impacto social. Por exemplo, o capítulo do projeto Crescer Sem Medo, que define a participação do investidor-anjo nas micro e pequenas empresas, reduzindo seus riscos. Outro incentivo é o edital de Inovação, lançado recentemente pelo Sebrae, que pode ser utilizado por empresas com esse perfil.   

Um exemplo de negócio de impacto social foi apresentado por Matheus Cardoso, um dos sócios e idealizador do Moradigna, que promove reformas de residências no Jardim Pantanal, bairro da zona leste de São Paulo. Morador do bairro, Cardoso contou que a prioridade é reformar os cômodos mais precários das casas e que representam um custo mais elevado. A Moradigna realiza parceiras com empresas que fornecem os materiais de construção e parcela o pagamento das reformas, que são feitas com mão de obra exclusivamente local. A ideia é ampliar a atuação da empresa para outros bairros da periferia de São Paulo e outras cidades.          

Maurício Prado apresentou estudos sobre o perfil de consumo e empreendedorismo das classes C, D e E. Ele lembrou que as dificuldades de logística são um fator de estímulo ao empreendedorismo nas regiões mais periféricas do país. “É uma opção, por exemplo, para as mulheres que enfrentam uma jornada tripla de trabalho e têm dificuldade em arrumar um emprego formal distante do seu bairro”, afirmou ele.     

Celebrar conquistas

O Fórum é uma oportunidade de refletir sobre a evolução de temas ligados a negócios sociais e de impacto no Brasil, garantindo que as conquistas sejam disseminadas, celebradas e impulsionadas. A ideia é que o público seja estimulado a conhecer outras formas de resolver problemas sociais e fazer negócios, dando luz aos dilemas que impedem o crescimento do campo e estimulando a empatia e sinergia entre os atores.

A programação inclui plenárias, debates e diversas atividades com palestrantes nacionais e internacionais sobre temas como avaliação de impacto social, inserção dos Negócios de Impacto na cadeia de valor de empresas, tecnologias na resolução de problemas sociais e ambientais, o papel de incubadoras e aceleradoras no fomento ao campo, formatos inovadores para investimento de impacto, entre outros.

Mais informações:

Assessoria de Imprensa Sebrae

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