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4 erros na precificação do seu produto

4 erros na precificação do seu produto

Há muito tempo, empresas precificavam um produto e torciam para que tudo ocorresse bem. No entanto, essa nunca foi e nem será a melhor estratégia. Embora definir preços seja uma tarefa desafiadora, você precisa ter certeza do que está fazendo e saber que essa decisão terá consequências diretas no seu negócio. Um preço errado pode colocar sua empresa em risco e por isso deve ser parte do plano de colocação de qualquer produto no mercado, desde o início. Neste artigo, você vai entender por que não deve precificar um produto “no improviso”.

Riscos de um preço errado

Para colocar um preço em um produto, é preciso identificar qual é o valor que gera competitividade, atratividade e lucratividade para o negócio. Ao estabelecer um preço errado, você não vai atender a algum desses requisitos e, consequentemente, sua empresa vai perder desempenho. É evidente que as estratégias de precificação têm uma influência muito grande nos lucros de uma empresa. Mesmo assim, muitos empreendedores erram e colocam seu negócio em risco. Trabalham e não veem os resultados. Quando o preço está errado, não importa a quantia que você vende: provavelmente você não terá lucro.

4 erros na precificação

Preço errado para cima, pode fazer sua empresa perder clientes. Preço errado pra baixo, pode trazer clientes mas também prejuízos. Abaixo, separamos quatro erros:

1. Valor muito abaixo do mercado

Cobrar o menor preço possível, custe o que custar, não é uma estratégia sensata. Primeiro porque cobrar o preço mais baixo do mercado não é garantia de que a empresa tenha considerado o valor dos custos operacionais. Se basear apenas na premissa de cobrar o preço mais baixo provavelmente irá trazer prejuízos para o seu negócio. O preço deve ser justo e garantir, ao mesmo tempo, que você tenha lucros e chances de sucesso. Do contrário, logo você vai ver o sonho de sucesso nos negócios acabar, tudo por causa do preço errado.

2. Não contabilizar despesas fixas

O aluguel da loja, a conta de luz e os gastos com salários são apenas algumas das despesas do seu negócio. Se você não considerar que esses gastos são deduzidos do valor total das vendas, e que por isso impactam diretamente o seu lucro líquido, vai errar a precificação. É preciso diluir esses custos nos preços, do contrário, você estará pagando para trabalhar. Por isso, além de levar em conta o quanto você gastou para comprar ou produzir algo, é preciso somar a isso o custo operacional para manter seu negócio funcionando.

3. Esquecer dos impostos

O preço ideal deve conter os impostos embutidos no valor total. Ao se tornar responsável por pagar os impostos embutidos, você assume que a margem de lucro diminui junto com a lucratividade do negócio. Mesmo que a tributação brasileira seja complexa, vale a pena investir tempo para estudar regimes de impostos nos quais sua empresa está inserida. A conta, de uma forma ou de outra, deverá ser paga. Você decide se por você ou pelos consumidores.

4. Copiar os preços do concorrente

Essa prática é péssima e revela despreparo do empreendedor. Ao fazer isso, você desconsidera os custos do seu negócio e de como os processos e estrutura da sua empresa impactam no preço do produto. Você provavelmente não tem os mesmos objetivos e planos do concorrente, então por que copiar preço da concorrência sem uma avaliação profunda do seu negócio? Há apenas duas possibilidades ao copiar preços:

  1. Precificar um produto sem cobrir seus custos, perdendo lucratividade;
  2. Cobrar mais do que deveria, perdendo competitividade.

Fica evidente que a precificação do produto deve ser coerente não apenas com os gastos para produção ou compra da mercadoria, mas também com os custos operacionais (canais de distribuição, gastos fixos, etc). Além disso, o empreendedor também precisa considerar a percepção de valor do cliente em relação ao produto. Se não fizer isso, a chance de colocar um preço errado no seu produto será enorme. E de insucesso do seu negócio também.

 

Fonte: SEBRAE

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